HISTÓRIA DA PRAÇA RUI BARBOSA por Celson Chaves

HISTÓRIA DA PRAÇA RUI BARBOSA por Celson Chaves

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HISTÓRIA DA PRAÇA RUI BARBOSA

ORIGEM

DE UM ESPAÇOSO CAMPO SURGE UMA PEQUENA PRAÇA

No começo foi assim…

Primeiro, uma igrejinha construída no século 18, num campo plano, não muito distante das margens do rio Surubim. Depois o assentamento espontâneo de casas rústicas, erguidas a certa distância do templo católico. Portanto, aos poucos, nascia a povoação de Campo Maior pela força e coragem de desbravadores e fazendeiros.

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A povoação levou quase um século para ganhar feições urbanas. A partir de 1851, surgem os primeiros quarteirões, 14 ao todo, divididos por oito ruas, no máximo. Sem falar nos becos e vielas. A visão urbana não era nada animadora até a Proclamação da República (1889).

Quando o primeiro governador do Piauí, João Pereira Caldas, instalou a vila de Campo Maior em 1762, a paisagem do lugar resumia-se em algumas casas de taipa ao redor da Igreja. No centro da povoação, havia dois campos vazios. O primeiro, à frente (Bona Primo); e o segundo, às costas da Igreja de Santo Antônio de Pádua.

Os dois imensos terreiros serviam naturalmente de pastagem para o gado criado solto.

Sem nenhuma expressividade urbana, os serviços públicos restringiam-se a capina e a limpeza dos campos situados à frente e atrás do templo. Mantinha-se também a conservação e a iluminação pública próxima ao prédio da Câmara e Cadeia. Nada mais que isso.

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À medida que cresce o número de casas, principalmente no início do século 20, o campo atrás da Matriz vai diminuindo de tamanho até se formar espontaneamente num traçado quadrangular espremido por quarteirões. Surgi daí à Praça Rui Barbosa.

O adensamento urbano do século 19 até a primeira metade do século 20 foi lento, lentíssimo. Campo Maior era mais uma vilazinha do Piauí rurícola.

Situada numa área privilegiada da cidade, a Rui Barbosa teve vários usos ao longo dos séculos. Inicialmente serviu de feira livre. O tempo passa e os feirantes mudam para a Avenida Vicente Pacheco, depois para outros pontos da urbe. O grosso do comércio era itinerante.

A vila era carente de infraestrutura. Os edifícios públicos não possuía sede própria. A Câmara e a Cadeia mudavam constantemente de endereço. A primeira casa de Feira, situada no Largo da Palma foi criada por volta de 1850, de propriedade particular do vereador e presidente da Câmara Municipal Florêncio Alves da Fonseca Mendes. O galpão da Feira também se instalou em outros lugares até a construção do primeiro Mercado Público na Praça Luiz Miranda pelo intendente Luiz Rodrigues de Miranda, em 1923.

Por muitos anos, a pequena praça aconchegante foi local central das barracas e das apresentações musicais dos festejos de Santo Antônio. Segundo a historiadora Natália Oliveira, somente na década de 1940, com a construção da nova Igreja e o crescimento das novenas, o palco principal dos festejos foi transferido para a Praça Bona Primo.

Em 04 de julho de 1913, o intendente municipal, coronel Emygdio Genuíno de Oliveira denomina “a praça que fica atrás da mesma matriz” de Dr. Miguel Rosa. O local permanece com esse nome até o final da década de 1930, quando o prefeito Francisco Alves Cavalcante resolve mudar o nome do logradouro para Rui Barbosa.

AUGE

A PRAÇA TORNA-SE VITRINE DA CIDADE MODERNA

A Praça Rui Barbosa foi à primeira construída da cidade. Sua edificação foi realizada pelo prefeito Francisco Alves Cavalcante [popular coronel Chico Alves] em 05 de maio de 1933. O formato arquitetônico da praça foi idealizado para seguir os modelos das reformas urbanas ocorridas no Brasil na primeira metade do século 20.

A urbanização da cidade foi vagarosa, realizada por etapas, porém consistente.  Nas décadas de 1940 e 1950 começavam calçar as primeiras ruas do centro. Com aquisição de um gerador em 1948, o prefeito Waldeck Bona (1947-1951) instala energia própria na praça. Na gestão de João de Deus Torres (1963-1967) implantou-se a “iluminação de vapor de mercúrio na Praça Rui Barbosa”. O local foi um dos primeiros a receber iluminação pública moderna. A vida noturna torna-se atraente.

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A energia elétrica possibilitou a instalação de uma amplificadora, que funcionava como espécie de rádio local. Com a implantação do sistema de som, as pessoas passaram mais tempo por lá na espera de curtir boa música, ouvir noticiários, propagandas e recadinhos de admiradores secretos transmitidos pelo alto-falante da amplificadora. O aparelho de rádio era artigo caro. Eram poucas as pessoas que possuíam um rádio em casa.

A Rui Barbosa serviu de modelo para a execução do novo plano de ordenamento urbano. O Código de Postura de 1949 pretendia eliminar alguns vícios e maus costumes, na finalidade de transformar Campo Maior numa cidade moderna, extinguindo traços que a tornava atrasada e feia.

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À medida que a cidade crescia e desenvolvia-se, a Praça Rui Barbosa foi atraindo diversos estabelecimentos comerciais. Instalaram-se lojas, bares [Santo Antônio, Petisqueira, Bar Eldorado], lanchonetes e hotéis [pensão da dona Olinda]. Ali ficava o cineteatro, casa bancária [Banco do Estado do Piauí-BEP] e agência de ônibus, que ficou até a construção do Terminal Rodoviário Zezé Paz em 1973.

A Rui Barbosa foi um símbolo da reforma urbana. Havia preocupação constante com a conservação e a organização do trânsito para evitar transtornos e danos ao patrimônio público. Para isso, vereadores reivindicavam na tribuna da Câmara a destinação de servidores para cuidar da praça: vigia, jardineiro e guarda de trânsito:

Facultando a palavra, ocupou a tribuna o vereador Severo Augusto da Paz, solicitando da presidência [da Câmara], depois de ouvir o plenário pedindo para por um guarda na Praça Rui Barbosa, nas imediações do cinema, as quintas-feiras e domingos, em virtude do agrupamento dos frequentadores que ali comparecem e o movimento de veículos, esta correndo perigo de atropelamento (Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campo Maior, 02 de dezembro de 1968).

Com a palavra o vereador Domingos Benício Melo Filho, requerer fosse oficiado o sr. Prefeito Municipal no sentido do que o solicitado do executivo determine que um vigia seja lotado para zelar a praça Rui Barbosa, que cotidianamente é invadida por gado (Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campo Maior, 08 de abril de 1964).

A praça deveria refletir os avanços propiciados pela cidade moderna. Seu traçado e características arquitetônicas, de certo modo, espelhavam-se nos logradouros dos municípios mais desenvolvidos do Piauí. Assim, havia muita semelhança entre a Praça Rui Barbosa (Campo Maior) e a Praça Rio Branco (Teresina). Elas foram construídas para o desfrute da burguesia.

Praças na Década de 1950

As praças eram muito parecidas em vários aspectos. Eram point da juventude e centros comerciais. Foram palco de sociabilização e ao mesmo tempo de “segregação social”.

Localizada no centro da cidade, próximo ao CineteatroCampo Maior ClubeBar Santo Antônio e outros botecos famosos, a Rui Barbosa era intensamente movimentada, o point preferido dos jovens, que se encontravam no local para paquerar e namorar. As moças usavam as melhores roupas para passear entre belos jardins, bancos ornamentados e carnaúbas.

Campo Maior civiliza-se. E o cinema foi a grande novidade.  O ponto escolhido para instalação do equipamento moderno foi a Rui Barbosa.

Falando sobre uma reunião realizada na residência do Senador Sigefredo Pacheco, disse que o sr. Júlio de Lima Rabelo declarara que estaria disposto a doar o terreno de sua propriedade localizado na Praça Rui Barbosa, para nele ser construído um hotel e cinema, tendo em seguida o Senador Sigefredo Pacheco afirmado que doaria também Cr$ 500. 000. 00 para inicio da construção. Terminando suas considerações, o vereador Francisco Pedro Barros, fez referências elogiosas ao sr. Júlio Rabelo, Senador Sigefredo Pacheco e sobre a administração acertada até agora realizada pelo chefe do executivo (Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campo Maior, 06 de março de 1963).

As noites de quintas e domingos eram as mais animadas pelas apresentações musicais da Banda Lyra de Santo Antônio, propriedade do comerciante e delegado Antônio Bona Neto [popular Antônio Músico] no coreto.  Durante a semana, animação no local ficava por conta do som do alto-falante da amplificadora.

Bar Santo Antônio

A partir da década de 1970, as praças da cidade e dos principais povoados passam a ser equipada também com televisores públicos mantidos pela prefeitura.

A praça era o centro cultural da cidade. Bailes carnavalescos, as comemorações cívicas, passeatas, shows musicais, comícios políticos, agitação juvenil com seus flertes ficaram gravados na memória de toda uma geração. São inúmeros os relatos sobre a Rui Barbosa registrados em vários livros de memórias.

O aspecto arquitetônico, vida boemia, movimentação comercial, moradores ilustres, personagens populares, embates políticos, nada escapa as lembranças nostálgicas da Rui Barbosa. As peripécias da juventude são os fatos mais recorrentes descrito na rica literatura de memória do século 21. O local é descrito com encantamento e saudosismo.

Aos finais de semana, à noite saia muitas mensagens musicais enviadas mais pelos jovens como demonstração de seus sentimentos. No caso de uma moça, que ao tomar o fora de seu príncipe, sentindo-se magoada, esta mandava uma mensagem em sinal de protesto… (Francisco da Silva Cardoso, 2011, p.18).

Esse relato é um assunto recorrente nos escritos de autores campo-maiorenses. A nostalgia chega a ser inebriante. O aspecto sociocultural da cidade moderna mudara drasticamente. Os anos rebeldes chegava tardio em Campo Maior, contudo foi suficiente para alterar os costumes e comportamentos, principalmente dos jovens. A influência do rádio, cinema, moda, música faziam da modernidade um traço fundamento na urbanização da cidade.

As moças que restou que vinham e os rapazes que iam, como rodas giratórias que se encontravam sem parar, como centenas de girassóis curvados para deixar passar os beija-flores que passavam beijando, com os olhos, uma a uma (Marcos Teodorico Vasconcelos, 2006, p.77).

Importante destacar que os escritores, a maioria estudantes à época do Ginásio Santo Antônio eram de origem pobre ou de classe média. A forma como os jovens se apropriavam da praça acabava estabelecendo espaços exclusivos para os namoricos.

Às quintas-feiras e nos fins de semana era dia de ‘praça’, dia de todo mundo, principalmente os jovens, comparecer à Praça RUI BARBOSA. Andava-se em dois círculos concêntricos, os homens no externo, em direção, as mulheres no interno, em direção contrária, de modo que, no cruzar, os olhares se encontravam. E, encontrado e correspondido o olhar que ele ou ela desejava, aí começava o flerte. Algumas voltas depois, o homem mudava de direção, “acompanhado” aquela que lhe confirmara o flerte. Era começo de namoro (Joaquim Pereira Oliveira, 1997, p. 66-67).

Em várias obras, os relatos são praticamente idênticos. São muitos precisos e detalhistas.

As moças da sociedade e os rapazes ficavam passeando, as moças da esquerda para direita e os rapazes da direita para esquerda formando um circulo e os pobres ficavam de fora da roda só olhando (José Cardoso da Silva Neto, 1997, p.13).

No jogo da sedução, os jovens formavam “grupinhos” fechados e de acordo com a classe social. Havia censura e “segregação social” dissimulada ou omitida em boa parte da nova literatura de memória. Contudo, o pesquisador Marko Galeno revela esse aspecto camuflado em outros registros históricos.

[…] as pessoas mais pobres ou originárias de família sem tradição, ficavam circulando no centro próximo ao coreto, local que não era cimentado e que deixava os calçados sujos de piçarra. As jovens que frequentavam esta porção da praça eram normalmente serventes domesticas e de famílias pobres, chamadas pejorativamente de ‘curical’, em contrastes as elegantes e perfumadas ‘moças de famílias’, mesmo após o calçamento colocado em toda a praça, a divisão continuou (Marko Galeno, 2007).

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A beleza da praça atraía adultos, jovens e crianças. O espaço transformava-se em área de lazer e passeio, onde as pessoas aproveitavam para colocar os papos e as fofocas em dias, trocar ideias e debater a política da cidade.

O Bar Santo Antônio, propriedade do senhor Antônio Músico era um dos estabelecimentos mais balados da praça. No local, as conversas políticas afloravam e despertavam paixões. Algumas acabavam em brigas e discussões acaloradas.

A Rui Barbosa foi o palco de festas democráticas, ao promover shows musicais e comícios políticos da UDN e PSD. Foi cenário de tragédia como o assassinato de França Catura [motivação política] e Zezé Paz [motivação banal].

Entre 1940 e 1970, foram realizadas reformas na Rui Barbosa que a desfiguraram completamente do projeto original. Primeiro, no governo de Oscar Castelo Branco Filho, depois na gestão de Edgar Miranda e por último pelo prefeito Raimundo Nonato Andrade, considerado o melhor gestor de praças da história do município.

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DECADÊNCIA

MUDANÇA DE PERCURSO NA URBANIZAÇÃO DA CIDADE  

Com a expansão urbana a partir da década de 1960, o movimento na Rui Barbosa começa a diminuir. Surgem novas áreas comerciais e de lazer. A urbanização desenvolve principalmente a região do Açude Grande. O avanço é concretizado com a transferência do centro comercial da Bona Primo e Rui Barbosa para as avenidas Demerval Lobão e José Paulino. Nesse sentido, merece destaque o trecho das avenidas separadas pela Praça Luiz Miranda, que recebe a nova sede da prefeitura, inaugurada na  gestão do prefeito Dácio Bona (1973-1977).

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Pelo aumento no número de pontos comerciais e volume de negócios na Demerval Lobão e José Paulino, os referidos logradouros mudam o “status” de “rua” para “avenida” em 1968.

A lagoa grande de Campo Maior, antes subúrbio, torna-se uma região frenética por conta dos inúmeros benefícios urbanos oriundos de recursos municipal e estadual. Das margens do Açude constrói a área mais ampla e moderna. O novo logradouro foi agraciado com complexo de atração formado por churrascarias [Radar].

A Lagoa diminuiu de tamanho com o processo de aterramento de parte de suas margens para construção da Avenida Alameda Dirceu Arcoverde e do calçadão para passeio público. A colação de canoas e barcos a pedal transformou o Açude num local propício para passeio aquático. Ergue-se um novo cartão postal.

A implantação da AUCAM, às margens do Açude Grande foi outro fato importante para consolidação da nova região. Os principais eventos musicais e culturais da juventude universitária e secundarista passam a acontecer por lá. A Rui Barbosa ficou ofuscada com o surgimento de áreas de lazer e passeio mais arejadas, amplas e modernas.

A partir dos anos de 1980, o processo de decadência do centro acelera-se com o fechamento das casas de shows: Grêmio Recreativo e Campo Maior Clube. O declínio do velho centro era visível. Apenas a gloriosa Rua Santo Antônio resiste ao esvaziamento da região. O comércio do sexo é o único que se mantém. Porém de modo decadente. A rua mais famosa do Piauí torna-se um puteiro. Os Festejos de junho salva o centro da sua completa aniquilação.

A Praça Rui Barbosa pede seus atrativos. Ficou apenas o Cinema. O velho centro comercial em declínio, retoma sua função tradicional: área residencial. A sede da prefeitura transfere-se da Bona Primo para o moderno complexo Administrativo Municipal (1976) edificado na Luiz Miranda, a construção do Mercado Público (1972) entre as avenidas Demerval Lobão e Senador José Eusébio, o Terminal Rodoviário (197…) na Avenida Santo Antônio terminaram por finalizar os anos dourados da Rui Barbosa.

Restaram apenas o passado de belezas, alegrias e memórias de convívios sadios. A agência de ônibus (Empresa Cavalcante) foi um dos últimos pontos de aglomeração transferido da Rui Barbosa para Avenida José Paulino (1980).

O centro ficou abandonado. Os cronistas do jornal A Luta passam a criticar os prefeitos da época, cobrando melhorias urbanas naquilo que julgava preciso.

[…] esquecendo as nossas praças e avenidas, elas que tanto enfeitam com suas paisagens o centro da movimentada urbe já que na periferia, ao seu derredor, há enfeitá-las as carnaubeiras, como diziam os poetas farfalhantes” (José Miranda Rodrigues. E as praças? Que é delas. jornal a luta 27 de fevereiro de 1977).

Cada cronista formava opinião sobre a cidade ideal, a política pública necessária e os investimentos prioritários. Para José Rodrigues de Miranda, o prefeito Dácio Bona tinha realizado uma boa política de “modernismo e embelezamento” urbano, porém reclamava do gestor a falta de revitalização das praças “que tanto enfeitam com suas paisagens o centro da movimentada urbe”.

Para João Carlos Dias, o foco deveria ser o social em vez embelezamento de praças. A periferia da cidade estava esquecida. O cronista culpa o prefeito Joaquim Mamede Lima por inércia nesse aspecto: “A cidade no centro, está tratada com bastante desvelo, porém a miséria não está ali”.  Segundo o cronista João Carlos Dias:

As praças José Miranda, Bona Primo, Rui Barbosa e Luiz Miranda estão aí de fazer pena. Elas que em tempos atrás foram o deleite e orgulho de uma cidade que parecia [trecho ilegível] resoluta e rapidamente para se emparelhar com as demais em nível de beleza urbanística, mas que, de repente, acomodou, dando mostra de sua incapacidade de progredir, avançar (João Carlos Dias Cidade Continua Parada. Jornal A Luta. 1979).

O cronista Tomé Dídimo era entusiasta do planejamento urbano realizado pelo prefeito Raimundo Nonato Andrade, apesar de certos atropelos em algumas obras, ele havia revitalizado boa parte dos logradouros da cidade.

Na Praça Bona Primo, mais um canteiro foi concluído, e cremos que muito em breve o último deles será feito, faltando a chave de ouro do término da obra: a confecção do monumento em pastinhas de azulejo com motivação histórica (Tomé Dídimo. Urbanização de Campo Maior. Jornal a luta. 27-04-1969).

Em 1940, Campo Maior possuía apenas três praças. Trinta anos depois (1970), a quantidade praças saltava para oito, ou seja, oito novos pontos de encontros, passeios e diversão numa cidade que crescia em todos os sentidos.

REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA

 Com o projeto público-privado (PPP), inaugura-se mais uma vez a Rui Barbosa na gestão de Joãozinho Félix. Atualmente, o ocioso Centro Histórico obtém um fôlego em tempos de decadência.

Os empreendimentos e a especulação imobiliária estão afastando as pessoas do centro. O novo modismo das famílias mais abastadas agora é residir em sítios e chácaras próximos da cidade.

Novos bairros surgem e com eles novos condomínios e “conjuntos residenciais”. Será que a revitalização recuperará o brilho da praça como antes? Sua localização o privilegia. Mas isso basta?

 

FONTES CONSULTADAS

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PORTAL E BLOG

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http://bitorocara.blogspot.com/

DOCUMENTAÇÃO DO LEGISLATIVO MUNICIPAL

Lei Nº 63 de 04 de julho de 1913. Denomina a praça que fica atrás da Igreja Matriz de Dr. Miguel Rosa.