Polícia Civil conclui inquéritos e indicia Marcos Vitor por estupro de crianças

Marcos Vitor fingia 'Brincadeiras' para abusar de irmãs e primas, diz polícia

Facapi

A delegada Camila Miranda, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concluiu os inquéritos que investigam denúncias de estupros de vulneráveis que seriam cometidos pelo estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas.

Marcos Vitor, 22 anos, foi denunciado como suspeita de quatro estupros contra suas duas irmãs – uma de 3 anos e outra de 9 anos, filhas de sua madrasta, e duas adolescentes do mesmo grupo familiar.

A delegada indiciou o estudante por estupro contra três crianças e uma adolescente. A quarta menina, o crime ocorreu no litoral e , então a delegada encaminhou peças de informações para a Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia apurar o caso. Ainda não há inquérito sobre a quarta vítima.

A delegada acrescentou que Marcos Vítor ainda não se apresentou à Polícia Civil e as buscas por ele continuam. Na última terça-feira (12) o delegado geral Lucy Keiko informou que a Justiça decretou a prisão preventiva contra o suspeito de estupros, que já é considero foragido. Um alerta da Polícia Federal aos aeroportos chegou a ser feito para evitar uma possível fuga do jovem.

Após a conclusão dos inquéritos, a delegada irá oferecer a denúncia para o Ministério Público Estadual.

A Polícia Civil pede que qualquer denúncia sobre o paradeiro de Marcos Vítor seja informado por meio do  telefone 86 3216-5225 ou 181. O contato pode ser feito ainda pelo site da Policia Civil do Piaui. Clique aqui.

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O estudante de medicina foi denunciado na DPCA  por familiares das vítimas no último mês de agosto, após os casos terem sido descobertos no mês de julho deste ano. O conteúdo do depoimento de uma das irmãs do estudante chocou os familiares.

Abusos durante viagem 

A mãe de um das garotas afirmou que, segundo a filha lhe contou em agosto deste ano, o primeiro abuso ocorreu quando ela tinha cinco anos, durante uma viagem da família ao exterior.

A denúncia foi feita à polícia em agosto desde ano. As violências sexuais ocorriam, diz a mãe, quando o suspeito tinha oportunidade de ficar sozinho com as meninas.

Ela diz que, por causa dos abusos, sua filha teve depressão, se automutilou e tentou suicídio. Para ela, o estudante de medicina agora foragido é um psicopata.

Ela diz ter apresentado à polícia cópias de mensagens de WhatsApp, de uma conversa que teria ocorrido entre o suspeito e a madrasta dele (a mãe da adolescente é irmã da madrasta do estudante).

Nessas mensagens, segundo a autora da denúncia, o estudante confessa os abusos e pede perdão à madrastra. Uma das mensagens seria: “Essa foi uma parte escura da minha vida que me envergonho muito e que eu nunca queria voltar…Eu faço o que for preciso para tentar reverter todo impacto negativo que eu causei…”.

Uma das irmãs do estudante, ainda segundo a mãe da adolescente, está com lesão genital e fará exames para saber se tem alguma doença sexualmente transmissível.

O advogado do estudante, Eduardo Faustino, afirmou que a apresentação do cliente à polícia só deve acontecer após a defesa ter acesso ao mandado. “Eu não fui informado da decisão de prisão. Não tenho como apresentar alguém sem que haja certeza sobre isso”.

Faustino nega que o estudante esteja foragido e diz que se encontra em Teresina. “É uma deliberação da defesa, optar por aguardar a produção de provas, para falar depois. Ele está habilitado nos autos do inquérito e é representado por mim. Foragido é aquele que é indiferente às investigações. Estamos acompanhando as investigações.”

FONTE: Cidade Verde