Em Teresina, 16 postos de gasolina são autuados por prática abusiva nos preços

Facapi

Até a tarde desta quarta-feira (27/10), 16 postos haviam sido autuados por prática abusiva no preço de combustíveis em Teresina. Os dados foram repassados ao Cidadeverde.com pelo chefe de fiscalização do Procon/MPPI, Arimatea Area Leão, que tem fiscalizado os postos na capital piauiense desde que a Petrobras anunciou o reajuste nas refinarias.

Entre os postos autuados está um localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, zona Leste de Teresina, que foi flagrado com prática abusiva no preço de combustíveis e publicidade enganosa. Isso porque o estabelecimento estaria comercializando gasolina comum com três preços: um na bomba, outro na placa e um terceiro na nota fiscal.

“E isso implica em duas práticas: uma abusiva, pela questão do aumento do preço do combustível, e outra por publicidade enganosa, já que o preço na bomba era um, na placa outro e na nota fiscal outro”, ressaltou Arimatea Area Leão.

Segundo informações do chefe de Fiscalização do Procon/MPPI, o posto que estava vendendo gasolina com três preços diferentes estava cobrando R$ 6,39 na bomba, R$ 7,29 na placa e R$ 6,78 na nota fiscal.

O preço mais caro encontrado pelos fiscais do Procon/MPPI durante esses dois dias de fiscalização foi o localizado no posto da zona Leste. No local, a gasolina estava sendo comercializada por R$ 7,29.

Já nesta quarta-feira (27/10), o preço mais caro encontrado no etanol foi de R$ 6,10. Um reajuste de mais de 10%. O fato intrigou os fiscais porque os combustíveis que sofreram reajuste nas refinarias foram a gasolina e o diesel. O que não justificaria o aumento do etanol.

Arimatea Area Leão diz que essa prática é recorrente e que os donos de postos ou gerentes muitas vezes alegam que o produto ficará mais caro e que não terão condições de comprar uma nova carga.

“Mas não justifica. Só podem repassar o aumento quando receberem o produto. Não pode receber o produto barato e repassar mais caro. Isso é exercer vantagem sobre o consumidor”, alertou o chefe de fiscalização do Procon/MPPI.

FONTE: Cidade Verde