Campo Maior, Santo Antonio dos Milagres, Novo Santo Antonio, Colônia do Piauí, Várzea Grande, Jerumenha, Flores do Piauí, Santo Antonio de Lisboa, Cajazeiras do Piauí, Padre Marcos e Júlio Borges são cidades do Piauí que compartilham algo em comum: a devoção a Santo Antonio, um dos santos mais populares da Igreja Católica.
A maior das festas dedicadas ao santo casamenteiro acontece em Campo Maior, município distante 86 km de Teresina com cerca de 50 mil habitantes, onde milhares de devotos se reúnem para festejar o padroeiro.
Foi em torno da devoção a Santo Antonio que se formou o catolicismo e e a fé do povo campomaiorense e também de toda a região dos Carnaubais. É um santo que possui muitas missões. É padroeiro do município, da catedral e da Diocese de Campo Maior, destaca o bispo diocesano de Campo Maior, Dom Francisco de Assis.
O santo é conhecido popularmente como ‘santo casamenteiro’, mas, de acordo com Dom Francisco, os valores e os méritos de Santo Antonio devem ser o centro da devoção:
Costuma-se dizer, de acordo com a cultura popular que as pessoas que desejam casamento podem consegui-lo tocando o mastro de Santo Antonio. É claro que isso é cultura popular. Não é o prisma, não é a janela por onde nós, a Igreja, devemos olhar. A centralidade deve ser sempre as virtudes de Santo Antonio. É o grande pregador do Evangelho, discípulo de São Francisco de Assis, reputado pelo profundo conhecimento da Palavra de Deus.
Ainda de acordo com Dom Francisco a simbologia do festejo de Santo Antonio gira em torno da caridade, que deve ser praticada, sobretudo, em tempos difíceis marcados pela fome e pelo desemprego:
O símbolo do festejo é o pão, pão no sentido de alimento. Estamos diante de uma realidade em que milhões de pessoas voltaram a passar fome por conta do desemprego, do endividamento, e Santo Antonio nos convida à caridade, entendida como oportunidade de vida para nossos irmãos e irmãs. Caridade é dar o pão a quem tem fome, mas também dar o pão que dá sentido à vida das pessoas.
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