http://coronavirus.pi.gov.br/

Protestos de motoristas e cobradores geram tumulto no Centro de Teresina.

1166 0

Em greve desde as primeiras horas desta quarta-feira(28), motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina deram início um ato por volta das 9 h da manhã  pelas ruas do centro da capital. A categoria saiu em caminhada da sede do sindicato em direção à praça Rio Branco, onde estava marcada a concentração.

Durante o trajeto, os manifestantes chegaram a cercar ônibus que circulavam, obrigando os passageiros a descer e hostilizando motoristas e o cobradores que não aderiram ao movimento. Um dos manifestantes foi detido pela Polícia Militar, após atingir o vidro de um dos ônibus com um capacete.

O presidente do Sintetro, Ajuri Dias lamentou o episódio envolvendo a detenção de um dos manifestantes que participavam o ato da categoria. Na avaliação dele, houve abuso por parte da Polícia Militar.

“A polícia tem que garantir o movimento e não atuar dessa forma”, argumentou.

Ajuri também tentou negociar com os policiais para viabilizar a liberação do manifestante e disse que vai acionar a assessoria jurídica do Sindicato para tratar da questão.

Sobre o ônibus atingido, Ajuri Dias disse que não presenciou o momento e afirmou que a orientação é para que a categoria realize atos pacíficos durante a greve.

VEJA TAMBÉM | Firmino disse Teresina formou barreira imunizada que impede Covid-19 de se espalhar

O motorista, identificado como Gilmar, foi levado pelos policiais para a Central de Flagrantes. Um passageiro do ônibus, que teria sido atingido por estilhaços do vidro também foi levado para prestar depoimento.

Reivindicações

Entre as pautas da nova nova paralisação de motoristas e cobradores está a cobrança pelo pagamento do ticket alimentação e do plano de saúde. O cumprimento da MP que estabelece a redução de jornada de trabalho também é uma das reivindicações.

O presidente do Sintetro, Ajuri Dias, afirmou que na greve desta quarta-feira a categoria respeitou a quantidade de mínima de veículos circulando estabelecida pela Strans, e determinada por decisão do TRT, sob pena de multa diária de R$ 100mil.

“Nós lamentamos a atitude da questão da multa aos trabalhadores. Não é dessa forma que vamos resolver esse conflito entre as duas categorias. Hoje, o conflito é enorme e não é através de multa, amedrontando o trabalhador que vamos resolver essa situação. Hoje estamos fazendo um ato na praça. Não fizemos nenhuma manifestação em frente aos portões e as garagens para que seja colocada a frota devida”, afirmou.

Sobre o ofício enviado pelo TRT à Polícia Federal, solicitando apuração de possível crime de desobediência,  o presidente do Sintetro classificou como uma tentativa de amendrontar o movimento.

“Eu lamento. Não é amendrontando o trabalhador que vamos resolver essa situação. O problema aqui é relação de trabalho, não é uma situação de violência. Estamos cientes dos direitos que temos e vamos lutar por eles”, disse.

Fonte: Cidade Verde



WhatsApp


Related Post

close