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Candidatos desrespeitam medidas de isolamento social e geram aglomerações em campanhas

Candidatos desrespeitam medidas de isolamento social e geram aglomerações em campanhas

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O aumento do número de infectados pelo novo coronavírus (covid-19) levou o governador Wellington Dias a tomar uma série de medidas para prevenir a disseminação da doença no estado, incluindo a proibição de aglomerações em locais públicos. Na campanha política para uma vaga nas prefeituras por todo o Brasil, alguns candidatos não respeitaram essa determinação.

Em reunião na região de Valença, os prefeitos concordaram em suspender as carreatas e reuniões, que podem colocar em risco a saúde das pessoas. No entanto, os municípios de Valença e Arroazes não cumpriram o acordo. O que é inconsistente é que 100% dos covid-19 leitos da posto de saúde da região estão ocupados.

Candidatos desrespeitam medidas de isolamento social e geram aglomerações em campanhas
Candidatos desrespeitam medidas de isolamento social e geram aglomerações em campanhas. (Imagem: G1)

Em Aroazes, apesar do decreto do governo, os candidatos apoiados pelo atual governo prometeram realizar uma carreta no dia 31 de outubro. No último boletim epidemiológico da região, o número de infectados chegou a 109. Só na última semana, foram adicionados 20 novos casos. O próprio prefeito, Tomé Portela, passou 60 dias no hospital e sofreu complicações graves devido a covid-19 e até precisou de intubação. No entanto, foi necessária uma decisão judicial para que o vice-prefeito possa assumir a vaga.

Em outras regiões, o Ministério Público começou a se manifestar contrário às manifestações públicas. A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Longá, por exemplo,  aceitou a ação civil pública contra os candidatos a prefeito do município de Santo Antônio, que “não poderão realizar ou organizar eventos que ocasionem aglomerações de pessoas, como comícios, concentrações preparatórias, caminhadas, carreatas, reuniões e manifestações públicas afins sob pena de multa de até R$ 100 mil“.

No estado do Piauí já registrou mais de 2.300 mortes pela doença, mas esse número não parece ser suficiente para conscientizar os futuros gestores da importância de um movimento político que respeite o direito à saúde de todos os cidadãos. É avisado pelos eleitores que esta é uma excelente oportunidade para avaliar o compromisso dos candidatos com a saúde pública. Atualmente, a frase “é melhor prevenir do que remediar” é muito apropriada.

Fonte: Parlamento Piauí

 



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