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Em meio a pandemia, estudo mostra que expansão nas plataformas de streaming vem influenciando no comportamento humano

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O ano de 2020, marcado por uma pandemia de proporção nunca vista nos últimos 100 anos, acabou obrigando a todos nós a ficarmos em casa, confinados, e consequentemente consumindo ainda mais os conteúdos que a internet nos propicia, em especial a forma de entretenimento que vem tomando conta do mundo na última década, as plataformas de streaming.

Em meio a pandemia, estudo mostra que expansão nas plataformas de streaming vem influenciando no comportamento humano
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Uma pesquisa realizada pela Nielsen Brasil com a Toluna mostrou que 73% dos brasileiros consomem plataformas de streaming, seja ela Netflix, Amazon Prime, Globoplay ou qualquer outra. Do total, 42,8% assistem conteúdos dessas plataformas todos os dias, enquanto 43,9% consome pelo menos uma vez na semana.

Os dados também foi destaque no estudo realizado pelo site de roleta online Betway, que mostram o impacto social trazido pela pandemia que nos colocou por mais tempo no sofá e inseriu os filmes e as séries de maneira cada vez mais intrínseca em nossas vidas, influenciando até mesmo nos nossos comportamentos e no que consumimos no mundo real, de fato. As séries, por serem mais extensas, fazem com que fiquemos mais imersos e conectados a elas.

O sociólogo Émile Durkheim já explicava a influência que o meio traz para as ações do indivíduo no início do século passado, com o que ele chamava de fato social. Nossas ações, segundo Durkheim, são parciais ou completamente munidas de uma coerção exterior, ou seja, somos persuadidos pelas coisas que temos ao nosso redor e agimos baseados nelas.

Os dados colhidos pela Betway, site de roleta online, só reforçam a teoria de Durkheim de que, com um mundo mais digital, as pessoas estão cada vez mais próximas aos peonagens e seus comportamentos, e, de uma forma ou outra, acabam influenciando no nosso dia-a-dia.

Em 2020, apesar de todas as dificuldades sofridas por produções para gravações por conta da pandemia, diversas séries conseguiram alcançar níveis altos de aceitação por parte do público e acabaram não sendo tão afetadas.

Segundo o site Tecmunodo, a minissérie “O Gambito da Rainha”, por exemplo, lançada em 2020, tornou-se a mais vista da história da Netflix. Como enredo de uma jogadora de xadrez que veio de um orfanato e ganhou o mundo, a série foi assistida por 62 milhões de pessoas em 2020.

Um levantamento feito pela empresa de pesquisas NPD Group mostrou que, logo após o lançamento da minissérie, as vendas de tabuleiros de xadrez cresceram em 87% nos Estados Unidos.

Outra série de bastante destaque em 2020, só que desta vez pela plataforma Amazon Prime, foi “The Boys”, que buscou humanizar os poderes possuídos por super-heróis e tocar em problemas como racismo e assédio de uma forma um tanto quanto diferente.

Com o objetivo de tornar os super-heróis mais realistas, o autor da série, Eric Kripke, conta que ela tenta mostrar como seriam os seres humanos normais caso existisse a possibilidade de obter superpoderes e como esses superpoderes afetariam as relações interpessoais.

The Boys sintetiza o que foi exposto anteriormente dentro do seu próprio roteiro, mostrando como o que vemos ao nosso redor influencia direta e indiretamente em nossas condutas.

A proximidade dos personagens conosco nos mostra que o fato social de Durkheim a cada dia que passa se comprova ainda mais. Nossas ações cada vez mais estão baseadas naquilo que consumimos.



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