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Suspeita de matar vizinha por causa de terreno em Teresina é presa

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Uma mulher identificada como Maria Lúcia Pinheiro de Melo Santos, acusada de matar a vizinha a facadas no último dia 25 de setembro, no conjunto Taquari, na zona leste de Teresina, foi presa após se apresentar à polícia nesta terça-feira (13).

A suspeita compareceu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acompanhada de advogados para prestar depoimento e acabou sendo presa porque já tinha um mandado de prisão preventiva em seu desfavor expedido no dia 10 de outubro. Segundo a delegada Luana Alves, a acusada não confessou o crime durante o interrogatório.

“Nós intimamos a investigada para um depoimento, para um interrogatório, e ela compareceu, e aqui nós demos cumprimento a um mandado de prisão preventiva que tinha acabado de ser deferido pelo juiz da central de inquéritos. O interrogatório, como eu sempre falo, é um momento para a investigada se defender. Ela exerceu o direito dela de defesa e não confessou a conduta criminosa”, afirmou a delegada.

Luana Alves não relatou qual foi a versão apresentada pela suspeita durante o interrogatório, mas ressaltou que as informações colhidas no inquérito policial deram embasamento para o deferimento do mandado de prisão preventiva.

“Ela contou a versão dela, ela teve um momento para se manifestar e realmente ela se manifestou, mas confessar ela não confessou. Nós já tínhamos muitas informações no inquérito, a investigação já estava em andamento desde o próprio dia 25, e com essas informações que nós temos deu um bom embasamento para o deferimento da prisão preventiva dela”, explicou.

Relembre o caso

Uma mulher identificada como Ana Lopes Neta, de 59 anos, morreu após ter sido esfaqueada enquanto caminhava na manhã desta quinta-feira (25) no conjunto Taquari, zona leste de Teresina. A principal suspeita do crime é uma vizinha da vítima de 57 anos que desferiu dois golpes de faca na região do ombro da mulher.

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Ana Lopes era comerciante e estava voltando de uma feira quando passou pela quadra D do conjunto e foi abordada pela suspeita. A princípio, houve uma discussão e logo depois a vítima foi perfurada por uma faca. Ana Lopes ainda chegou a percorrer cerca de 30 metros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em uma calçada.

Histórico de ameaças

No dia do crime, moradores relataram que dona Ana já vinha sofrendo ameaças da acusada. Eles alegaram inclusive que a vítima já havia registrado boletins de ocorrência contra a suspeita por agressões.

“Eu sou cliente da dona Ana e ela vinha se queixando há muito tempo dessa confusão. Essa outra mulher dava nela, jogava coisa em cima da casa dela. Na semana passada, essa senhora que matou dona Ana jogou carne podre, tudo quanto é de lixo em cima da casa dela. Ela já tinha registrado vários boletins, já sofria perseguição há muito tempo, dona Ana estava morrendo de medo. Na segunda-feira ela chegou a furar a cabeça dela com um balde enquanto ela limpava a calçada”, disse Alderina Reis, amiga da vítima.

Fonte: GP1

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