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Diminui o número de pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia no Piauí

Diminui o número de pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia no Piauí

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O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho caiu no mês de junho, no Piauí. O contingente chegava a 302 mil pessoas em maio, tendo passado para 230 mil em junho, uma redução de cerca de 24%. O distanciamento social foi o motivo da maioria dos afastamentos no mês de junho: 202 mil, aproximadamente 88% do total. Aqueles que estavam afastados por outros motivos como férias, licença-saúde, licença-maternidade, entre outros, eram 28 mil no estado. Os dados são da PNAD COVID19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

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 Pouco mais da metade (50,3%) das pessoas que estavam ocupadas e afastadas do trabalho em junho, no Piauí, deixaram de receber remuneração, o que equivale a 116 mil pessoas. Em maio esse quantitativo era de 151 mil pessoas, o que representa uma redução de cerca de 23% em junho.

Também reduziu o número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho no Brasil. Eram 18 milhões em maio, passando a 14 milhões em junho, o que equivale a uma diminuição de 22%. Dos que estavam afastados do trabalho em junho, no país, cerca de 48,4% deixaram de receber remuneração. O distanciamento social foi o responsável pelo afastamento do trabalho de 11 milhões de brasileiros.

                 Ao mesmo tempo, a quantidade de pessoas ocupadas e não afastadas, mas que estavam em regime de trabalho remoto, chegou a 82 mil no Piauí, em junho, número que havia sido 80 mil em maio, aumento de pouco mais de 2,5%. O pessoal em trabalho remoto representava cerca de 11,1% do quantitativo de pessoal ocupado e não afastado do trabalho. No Brasil, houve pequena queda nesse índice, passando de 8,7 milhões em maio para 8,6 milhões em junho.

Cresce o número de pessoas com dificuldade para acessar o mercado de trabalho por conta da pandemia

Cresceu o número de pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade onde residem. Eram 505 mil nessa situação em maio, tendo passado a 535 mil em junho, um aumento de 6%. Também cresceu o número da população desocupada (desempregada) no Piauí. Havia 94 mil pessoas desocupadas no estado em maio, quantidade que chegou a 97 mil em junho.  A taxa de desocupação saiu de 8,7% para 9,1% nesse período. Com isso, são 632 mil pessoas no total com dificuldades para acessar o mercado de trabalho por influência da pandemia, seja por falta de vagas ou por medo de contrair a Covid-19.

Mais de 300 mil trabalhadores do Piauí receberam menos que o normal em junho

No Piauí, cerca de 341 mil pessoas ocupadas tiveram o rendimento efetivo menor que o normalmente recebido no mês de junho. A média do rendimento proveniente de todos os trabalhos foi de R$ 1.417,00 em junho, valor 16% inferior ao que era normalmente recebido por mês antes da pandemia (R$ 1.645,00).

                A queda no rendimento afetou 29 milhões de pessoas no Brasil em junho.  No país, a diferença no rendimento de todos os trabalhos foi de 19,9%, sendo que o valor normalmente recebido era de R$ 2.332,00, em média, e passou para R$ 1.944,00.

No Piauí, seis em cada dez domicílios receberam auxílio emergencial em junho 

De maio a junho, passou de 56% para 60,8% o percentual de domicílios que receberam auxílio emergencial no Piauí. Isso significa que aproximadamente 566 mil residências piauienses foram beneficiadas em junho. No Brasil, o percentual de lares que receberam auxílio emergencial subiu de 38,7% em maio para 43% em junho, o que equivale a 29 milhões de domicílios beneficiados no último mês.

                Apenas o Amapá (67,3%), o Maranhão (66,5%), o Pará (63,7%), e o Amazonas (61,8%) tiveram percentuais maiores que o Piauí (60,8%) em relação aos domicílios que receberam auxílio emergencial em junho. O Piauí se manteve na 5ª posição nesse quesito, assim como no mês de maio.

                A média do rendimento proveniente de auxílio emergencial recebido pelos domicílios piauienses também cresceu, chegando a R$ 970,00 em junho. A média do estado havia sido R$ 955,00 em maio. O Piauí tem média superior ao Brasil, cujo rendimento médio proveniente de auxílio emergencial foi de R$ 881,00 em junho e R$ 845,00 em maio.

Diminui o número de pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia no Piauí

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Maioria das pessoas com sintoma de síndrome gripal não procuraram estabelecimentos de saúde no Piauí

                Aproximadamente 185 mil pessoas do Piauí, o equivalente a 5,6% do total da população, apresentaram algum sintoma da síndrome gripal em junho e apenas 38 mil procuraram atendimento médico, de acordo com a PNAD COVID19. Cerca de 79,4% das que relataram ter tido pelo menos um sintoma relacionado à síndrome gripal, em junho, não procuraram atendimento em estabelecimentos de saúde.

                A pesquisa não trata de diagnósticos médicos, mas apenas de informações relatadas pelas próprias pessoas. Os 12 sintomas relacionados à síndrome gripal são: febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular.

A PNAD COVID19 construiu um indicador síntese que conjugou, entre os sintomas investigados, os mais associados à Covid-19. Foram considerados como conjunto de sintomas: perda de cheiro ou de sabor ou tosse, febre e dificuldade para respirar ou febre, tosse e dor no peito.

                Com base nesse indicador síntese quase dobrou o número de pessoas que afirmaram ter apresentado sintomas conjugados de síndrome gripal. Eram 18 mil em maio, passando a 31 mil em junho, no Piauí. Destes últimos, mais da metade (53,7%) não procuraram atendimento médico.


A elaboração desse indicador síntese de sintomas relacionados à síndrome gripal se deu a partir de uma pesquisa recomendada pelo CDC – Control Disease Center, observação de experiências internacionais e consulta a especialistas brasileiros do Inca, do Ministério da Saúde, da Fiocruz e da escola de enfermagem da UFMG.

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