Máquina fotográfica- Daguerreotipo-1837.

Primeiro Fotógrafo de Campo Maior Por Celson Chaves

667 0

A fotografia em Campo Maior – Por Celson Chaves, Historiador.

No século XIX, Campo Maior recebeu em diversos momentos vários emigrantes. Não apenas os cearenses fugindo das secas, mas também pessoas que buscavam oportunidades de negócios na Terra dos Carnaubais. Em períodos de farturas e desenvolvimento da atividade pecuária, a vila recebia brasileiros de diversas províncias nordestinas. Eles vinham atraídos pela riqueza do gado.

VEJA TAMBÉM | O tiro que saiu pela culatra – A saga de Lívio Lopes Castelo Branco e Silva

Campo Maior estava entre as quatro cidades mais ricas da província do Piauí. Sua proximidade com a nova capital Teresina, a transformou mais atraente para visitantes, investidores e negociadores. Foi nesse clima de otimismo e euforia que chegou a Campo Maior, em 1864, Coriolano Deodílio Prates, natural da vila de Pedras de Fogo, freguesia de Itambé, divisa de Pernambuco com a Paraíba.

Coriolano casou-se, em primeiras núpcias, na vila de Pedras de Fogo-PE, com Idalina Amélia da Cruz Gouveia, também natural do Pernambuco; e em segundas núpcias, na vila de Campo Maior, com Nevina Cavalcante de Barros.
Em Campo Maior, Coriolano estabelece o negócio de retratista (fotografia) e consegue uns clientes. Ele vinha de uma província onde a fotografia despontava fortemente no Brasil no século XIX. Recife recebera inúmeros fotógrafos estrangeiros, onde implantaram ateliês fotográficos. Alemães, suíços, franceses, portugueses transformaram Recife em referência da fotografia no Brasil.

Máquina fotográfica- Daguerreotipo-1837.
Máquina fotográfica- Daguerreotipo-1837.

 

Câmera de grande formato-1840. “Os primeiros modelos, antepassados dos modernos aparelhos, eram grandes e pesadas caixas de madeira polida com aplicações em metal. Representavam a essência da técnica fotográfica: uma abertura com uma lente que dirigia a luz para o fundo da câmara escura onde se encontrava uma chapa de vidro com a emulsão.” http://obviousmag.org/archives/2009/11/cameras_fotograficas_antigas_1.html.
Câmera de grande formato-1840.
“Os primeiros modelos, antepassados dos modernos aparelhos, eram grandes e pesadas caixas de madeira polida com aplicações em metal. Representavam a essência da técnica fotográfica: uma abertura com uma lente que dirigia a luz para o fundo da câmara escura onde se encontrava uma chapa de vidro com a emulsão.” http://obviousmag.org/archive/2009/1/cameras_fotograficas_antigas_1.html.

A profissão que Coriolano abraçara estava em alta na sua província e expandia no Brasil. Ao chegar a Campo Maior, ele teve afetuosa acolhida. A magia da fotografia encantava uns e assustava outros. Sem abandonar a fotografia, Coriolano aproveitou as oportunidades e começou atuar em outras áreas. Foi professor de primeiras letras da vila e sacristão da Igreja de Santo Antônio. Sua ascensão foi rápida. Prestigiado, resolve ingressar na política. Foi inspetor paroquial (1868) e mesário da junta paroquial (1872). Primeiro atuou no partido Liberal (1887), depois no Conservador (1889). Foi ainda escrivão da Comarca (1871), procurador, vereador e presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

Coriolano participou ativamente da vida social da vila. Como delegado enfrentou diversos problemas, ao ser acusado de usar o cargo para perseguir os adversários e desafetos pessoais. Chegou em 1877 ao posto de alferes da Guarda Nacional. Ele faleceu no dia 01 de janeiro de 1889 em Caxias-MA.



WhatsApp


Avatar

celsonchaves

Professor e Historiador. Especialista em Ensino de Filosofia para o Ensino Médio. Autor dos livros: Rua Santo Antonio: a prostituição feminina em Campo Maior (1940-1975); Câmara Municipal de Campo Maior: 256 anos de história.

Related Post

close